sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quem ama mata?

Assassinatos em nome do "amor" sempre existiu. Mas o que acontecido ultimamente com a nossa sociedade? Por incrível que pareça, toda semana há registros de assassinatos chamados de passionais.

Não sou psicóloga, não tenho embasamente teórico,científico para traçar um perfil de um criminoso passional, mas sou uma cidadã, brasileira que parece estar vivendo num tempo de caos.
Quando eu era pequena ouvia histórias de alguns crimes que chocaram a todos, como o Caso Doca Street ( o paulista Raul Fernandes do Amaral Street, conhecido por Doca Street, foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da namorada Ângela Diniz com três tiros no rosto e um na nuca).

Ou caso Dorinha Duval (51), matara com três tiros o marido,Paulo Sérgio (16 anos mais novo), com quem estava casada havia seis anos, após uma discussão onde ele teria dito que Dorinha era uma velha e que só apreciava meninas de corpo rijo e Paulo Sérgio a teria agredido até que ela pegou o revólver e atirou.
Além de casos como o de Lindomar Castilho, Pimenta Neves, caso Daniela Perez, e mais recentemente o caso Eloá.
Acontece que nesses útimos tempos esses casos tem aumentado, talvez seja um reflexo da sociedade em que vivemos, um mundo injusto, onde as questões socias estão se agravando dia após dia. Mas seria isso uma justificativa? Ou nada justifica um crime "por amor"?

Será que nesses relacionamentos não há vestígios de possíveis crimes? Será que são relacionamentos saudáveis? Como e por que são as brigas? Como eles reagem ou superam essas brigas e casal? E as famílias... elas não veem o que acontece nessas relações? Detalhe, a maioria desses crimes são de homens contra as mulheres. Isso pede uma análise muito profunda.
Na minha simplória opinião (e que cada um tenha a sua), quem ama não mata nem morre. Pode matar ou morrer por egoísmo, por rancor, porque não se suporta o fim de uma relação, por ciúmes doentio, por medo, fraqueza moral ou espiritual..., mas por amor, não!

Abaixo alguns casos recentes:
* Homem mata e enterra o corpo da ex no quintal;
* Homem mata ex-namorada por não se conformar com o término do namoro;
* Homem mata, corta e cozinha a ex-namorada;
* Rapaz que matou a namorada pediu informações no Orkut;
* Semelhante ao caso da Eloá: Jovem liberta namorada refém na Bahia;
* Motoboy acusado de matar a ex-namorada dentro de uma academia, na Zona Oeste de São Paulo.

3 comentários:

Claudia Acourt disse...

Olá, te lacei pelo post no "Depois dos 25". Adorei o seu espaço e, de cara, encontrei um assunto interessante. Moro na Italia e aqui este "fenomeno" è muito forte. No caso, a justificativa è sempre a depressao. Mas a particularidade è que, geralmente, sao pais/maridos que destroem toda uma famìlia.
Apos o caso Eloà, a revista "Isto é" fez uma matéria sobre psicopatia. Tentei linkar mas nao deu. Vale a dica!

Ciao

sheila alvarenga gogoi disse...

A resposta só é uma : psicopatia.

Leia o livro "Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado" , da psiquiatra Ana Beatriz. É impressionante saber que a grande maioria dos sociopatas vivem entre nós, cerca de 4% da população!
No caso da maioria dos crimes serem praticados por homens,creio que a cultura machista é o principal detonador!

Mariachiquinha disse...

Seja bem-vinda Claudia!

Num é fácil quando o amor do outro acaba e o da gente não. A dor da perda é inevitável, mas faz parte do crescimeto. É preciso aprender a lidar com isso também.

Tem razão Sheila, geralmente os homens não sabem lidar com um "eu não te quero mais", e muitos fazem uso da força masculina para agredir ou mesmo matar as (ex)mulheres.